
Há um ano e quatro meses, Leonardo trocava planilhas de auditoria por capacete e bota de obra. Hoje ele é franqueado de três unidades da LocExpress em três estados diferentes.
O contador virou empresário e é citado pelos próprios fundadores da rede como exemplo de que a locação de equipamentos oferece boas oportunidades ao franqueado que busca um negócio recorrente.
A história dele ajuda a entender por que esse mercado, ligado à construção civil, atrai cada vez mais gente que procura uma franquia confiável antes de investir. O caminho de Leonardo mostra o que muda na vida de quem sai do emprego fixo para assumir uma operação própria.
Leonardo passou quinze anos em ciências contábeis, com formação voltada à auditoria interna. Seguiu a área influenciado pelos pais, que também construíram carreira em exatas.
Foi o irmão, sócio em outro negócio, quem o apresentou a Marcus Vinícius Lara e Eduardo Viegas, fundadores da LocExpress. A conversa aconteceu em 2024, quando Leonardo já estudava o mercado e avaliava opções no segmento de casa e construção.
Da contabilidade ao comando de uma franquia
A transição não foi simples. Um profissional formado para a análise fria de números precisou desenvolver uma habilidade diferente: relacionamento.
“A gente precisa ter uma palavra muito chave que vamos falar durante todo esse bate-papo: relacionamento”, resume Leonardo. Segundo ele, essa palavra sintetiza o alicerce do negócio.
A base está na confiança e na parceria com o cliente de obra. Esse cliente costuma voltar a alugar equipamentos quando confia no atendimento recebido.
Como ele próprio reconhece, não bastava trazer bagagem analítica. Foi preciso buscar pessoas capazes de complementar essa formação e ampliar seu repertório de atendimento e negociação.
Tentar reinventar o processo teria sido um erro. Para Leonardo, seguir a metodologia já testada pela franqueadora é o que separa, na prática, o franqueado bem-sucedido das operações que estacionam no primeiro ano.
A primeira unidade abriu em Manaus. Antes da inauguração, Leonardo participou de todas as etapas de treinamento oferecidas pela franqueadora.
O processo começa com uma semana de imersão nos pilares comercial, operacional e administrativo. Entender a fundo cada etapa da locação foi decisivo para atender o cliente com segurança desde o primeiro dia.
Locação de equipamentos é tendência nacional
A escolha de Leonardo por esse segmento não é isolada. Segundo os fundadores da LocExpress, o hábito de comprar equipamentos para uso pontual vem perdendo espaço.
Uma furadeira usada poucas vezes ao ano, por exemplo, dá lugar à lógica do aluguel sob demanda. O cliente contrata o equipamento pelo tempo exato da obra e o devolve em seguida.
Marcus Vinícius Lara compara o modelo à lógica que popularizou os aplicativos de transporte e de hospedagem por temporada. A diferença é que agora essa lógica se aplica a máquinas de construção civil.
Esse movimento explica por que consultores de franchising incluem cada vez mais negócios de locação em levantamentos do setor de casa e construção. O país segue carente de obras e infraestrutura.
Essa carência sustenta a demanda por equipamentos alugados. A procura existe tanto em canteiros profissionais quanto em pequenas reformas residenciais.
Os primeiros passos do franqueado em Manaus
O início exigiu sacrifício pessoal. Leonardo passou um período longo distante da família para aprender a praça, criar relacionamento com clientes e visitar obras pessoalmente.
“Se não colocarmos a mão na massa, não entendermos do negócio, não conseguimos ver o negócio alavancado”, resume. Ele descreve o processo como bota, capacete e conversa direta com quem está no canteiro.
Sem essa proximidade, diz, não é possível compreender as necessidades reais de quem aluga um equipamento. A logística também impôs desafios.
Levar máquinas até o Amazonas costuma esbarrar em prazos longos. Isso exige planejamento antecipado junto a fornecedores homologados pela rede.
Foi esse apoio que permitiu à unidade de Manaus se preparar antes mesmo de abrir as portas, com locações já negociadas para o dia da inauguração. Ao longo do processo, Leonardo também formou e desafiou a própria equipe, com metas e indicadores para acompanhar a evolução mês a mês.
Quarenta e dois dias até o ponto de equilíbrio
O resultado desse preparo apareceu rápido. A unidade de Manaus atingiu o ponto de equilíbrio em 42 dias, ou seja, o momento em que a receita passa a cobrir os custos operacionais.
“Isso é uma coisa incrível, uma empresa que consegue atingir seu ponto de equilíbrio com 42 dias”, afirma Marcus Vinícius Lara. Ele cita o dado como incomum para uma marca sem histórico prévio na praça local.
O fundador atribui o resultado ao método seguido à risca por Leonardo. O trabalho começou na fase de estudo do mercado, antes mesmo de a unidade abrir as portas.
Segundo Marcus Vinícius, o contato entre franqueado e franqueadora segue intenso mesmo depois da fase inicial. Leonardo costuma acionar os sócios quase todos os dias para alinhar decisões.
Esse hábito reforça um dos pilares que a rede repete a franqueados novos e antigos: o suporte não termina na inauguração. Com a unidade de Manaus consolidada, Leonardo expandiu para Piracicaba e, mais recentemente, para Recife.
Hoje ele soma três unidades em três estados com culturas e demandas distintas. Todas são geridas a partir de uma estrutura que ele credita ao suporte contínuo da franqueadora.
“Leonardo tem o DNA de locação. É realmente um craque”, diz Marcus Vinícius. Ele aponta o empresário como referência entre os mais dedicados da rede e afirma que ele fatura mais de R$ 200 mil por mês na operação.
O suporte que faz a diferença para o franqueado
Um dos pontos mais citados por franqueados como Leonardo é a política de compras da LocExpress. A franqueadora aproxima o franqueado de fornecedores homologados.
A compra do equipamento, porém, é feita diretamente em nome da empresa do franqueado, sem intermediação de rebate ou comissão.
“Todo o diferencial de preço que conseguimos, repassamos para o franqueado. O franqueado pode brigar com a fábrica”, diz Eduardo Viegas. O fundador reforça a liberdade de negociar diretamente com a indústria.
Essa negociação em escala chega a gerar diferenças de até 30% em relação ao que a compra sozinho renderia, segundo relato dos próprios fundadores durante o programa.
Outro diferencial é a possibilidade de parcelar a compra de novos equipamentos em até doze vezes sem juros, diretamente com a indústria. Sem depender de financiamento bancário, o franqueado ganha fôlego para reinvestir no pátio de máquinas com mais frequência.
O apoio também passa pela área de pessoas. Segundo Marcus Vinícius Lara, o time de recursos humanos da franqueadora participa da seleção e formação dos gestores de cada unidade, quando solicitado.
No caso de Leonardo, os três gestores passaram por esse processo conjunto. Ele credita a essa parceria a capacidade de gerenciar operações a mais de dois mil quilômetros de distância entre si.
Esse conjunto de condições explica por que consultores de franchising costumam incluir a rede em análises do segmento de casa e construção. Para Leonardo, o diferencial concreto no dia a dia é a proximidade com os próprios fundadores.
Reconhecimento entre as melhores redes do país
A trajetória individual de Leonardo acontece dentro de uma rede que também colhe reconhecimento externo. Segundo Marcus Vinícius Lara, a LocExpress já passou de 80 unidades em operação.
A rede está presente em pelo menos 23 estados brasileiros e já atendeu mais de 38 mil obras desde a fundação, em 2020, em Fortaleza.
A meta da franqueadora é alcançar os três dígitos de franquias no Brasil. A rede considera o marco cada vez mais próximo, o que reforça sua posição entre as marcas de crescimento mais acelerado do franchising nacional.
Do ponto de vista financeiro, item recorrente na decisão de qualquer franqueado, a rede projeta lucratividade média entre 35% e 40%. O payback estimado fica entre 24 e 36 meses.
O ponto de equilíbrio médio começa a partir de seis meses, prazo que a unidade de Manaus superou com folga. Esses números explicam por que a LocExpress aparece cada vez mais em levantamentos de quem avalia negócios ligados à construção civil.
O reconhecimento também vem de instituições do setor. A rede acumula os selos de Excelência em Franchising ABF de 2025 e 2026, além do selo ESG ABF 2025.
Esses selos são concedidos com base em avaliação independente da rede sobre suporte, retorno financeiro e qualidade de gestão. Em 2026, a marca também foi contemplada no Prêmio Melhores Franquias do Brasil, iniciativa da revista PEGN em parceria com a Serasa Experian.
Os selos se somam a um cenário de mercado favorável. O setor de locação de equipamentos para construção movimenta cerca de R$ 70 bilhões por ano no Brasil, e a maior parte dos equipamentos usados em obras já é alugada, não comprada.
A própria LocExpress registrou crescimento de mais de 200% em 2024 e avanço de 93,5% na sua base em doze meses. Esse contexto sustenta a presença recorrente da marca no segmento.
Por que o franqueado prefere a rede à operação sozinho
Entre quem pesquisa onde investir, uma dúvida recorrente é por que optar por uma franquia em vez de abrir uma locadora independente. Para Leonardo, a resposta está nos detalhes que só aparecem com experiência.
Escolha do ponto comercial, definição do mix de equipamentos e leitura da demanda local fazem parte desses detalhes. Sem esse apoio, o risco de um investimento mal direcionado aumenta, e o tempo para corrigir rota também é maior.
Esse argumento aparece na prática mesmo entre quem já atua no setor. A rede tem recebido locadoras independentes, algumas com mais de oito anos de operação, que decidiram converter o negócio para o modelo LocExpress.
Segundo Marcus Vinícius Lara, mesmo empresários experientes reconhecem o valor de processos mapeados, condições de compra em escala e força da marca. Esses fatores aceleram resultados que, sozinhos, levariam mais tempo para alcançar.
Para o franqueado que busca a segurança de um modelo testado, esse tipo de conversão funciona como validação externa do negócio.
Uma rede que se apoia em relacionamento
Se há um fio condutor na trajetória de Leonardo, é a ideia de que negócio nenhum cresce sozinho. Ele reconhece o apoio recebido de outros franqueados no início da operação em Manaus.
Colegas com mais tempo de rede ofereceram orientações práticas, e hoje ele devolve o gesto orientando quem está começando. Os fundadores citam essa lógica colaborativa como um dos motivos que colocam a marca entre as opções mais buscadas do segmento.
Marcus Vinícius Lara resume o momento da rede como uma caminhada em passos sólidos rumo às cem unidades. A franqueadora pretende comemorar o marco com a mesma energia que celebrou os selos de excelência e o prêmio nacional recebido em 2026.
“Nosso DNA é locação e realmente fazemos aquilo que amamos, trabalhamos com o que amamos”, diz o fundador. A história do franqueado Leonardo mostra que a decisão de investir não termina na assinatura do contrato.
Ela continua todos os dias, na relação com cada cliente que devolve o equipamento e liga de novo na obra seguinte.


